Ficar velho

Esta publicação será atualizada conforme tiver novas lembranças das impressões que tenho vivido no ocaso de minha vida. Conforme sinto que meu corpo não responde como respondia durante os anos em que me considerei adulto, coleciono sensações novas que vão se sobrepondo às que eu estava acostumado a sentir.

Ainda não tenho 50 anos em 2026, e me considerar velho a esta altura da vida faz parte do drama bem humorado que me é peculiar. Esta publicação aqui serve para eu registrar as diferenças de sensações que vão surgindo enquanto eu me lembro de como era antes.

Considero que entre uns 25 e 45 anos meu corpo respondeu mais ou menos da mesma forma a estímulos externos e internos. Assim, não considerei ter grandes diferenças de velocidade, força e qualidade de meu desempenho corporal neste período.

A partir de meus 45 anos houve uma mudança muito rápida nas propriedades fisiológicas do meu corpo. É curioso que nesta idade sofri uma cirurgia muito invasiva e acabei tendo um AVC, mas sinto que o processo de alteração que meu corpo vem passando não decorre deste fato; e sim, que se trata de um processo natural a que estou sujeito por ser um humano com esta genética que recebi.

  • Minha visão, que considerava perfeita, ficou impossível sem um óculos e parece que tem um papel transparente amassado na minha frente o tempo todo – são as moscas volantes;
  • Meus cabelos, que enrolavam formando cachos, esbranquiçaram, estão ficando lisos e tendendo a cair;
  • Meu sistema digestivo, que permitia grandes consumos de bebida alcoólica, pimenta e gordura, passou a apresentar dores e inchaços;
  • Minha coluna, que aguentava grandes períodos de movimentação e dança, apresenta dor depois de poucas horas de pé;
  • A memória me trai a todo momento fazendo com que sentenças sejam pausadas aos pedaços para recuperar alguma palavra que não compareceu ou para me recordar do que estava falando mesmo; lembrar o nomes das pessoas também está sendo cada vem mais difícil;
  • A pele vem apresentando um ressecamento e falta de elasticidade que faz com que as células fiquem em relevo. A surpresa de encontrar novas formas recobrindo o corpo não causa mais espanto;

Sabe-se lá que tecnologia existirá daqui a uns 30 anos. Mas vou tentar manter esta publicação desenvolvida junto com minhas alterações que chegarão conforme os anos me atingirem.

Como emendar correia do tipo S3M

Nos meus projetos acostumei a usar a correia de transferência de movimento do tipo S3M com alma de fibra de vidro. Ela é feita de poliuretano, relativamente barata e permite uma precisão mínima. Não preciso muita eficácia nem precisão nos meus projetos, mas tem vezes que o motor tem uma força e uma posição que requer uma transferência que não seria possível com correias sem dentes.

Encontrei dois fornecedores de correias do tipo S3M que me atenderam bem. Tem a Borrachas Dina, na rua Piratininga, e a Correias Schneider, próxima ao metrô Armênia; ambas em São Paulo. Antes de (re) encontrar estes fornecedores comprei pela internet uma correia que não me atendeu bem: era muito difícil de cortar e emendar, já que tinha alma de aço.

Emenda de correia
ilustração de como emendar uma correia do tipo S3M de PU

Tentei, depois de ver dicas na internet, emendar usando um corte em diagonal da correia. Achei muito ruim fazer o corte, difícil de conciliar os dentes da correia ao colar.

Da maneira como sugiro na ilustração, a força de tração, que fica aplicada em perpendicular à correia, tensiona menos a parte que recebe cola. A cola usada é do tipo super bonder mesmo e funciona muito bem. Só é necessário fazer o cálculo correto dos tamanhos a se executarem os cortes na correia.