Prateleira mágica

Estou tentando fazer uma pequena prateleira para colocar uns rolos de papel higiênico no lavabo de casa. Tenho um monte de madeiras no meu ateliê. Mas eu não queria que os suportes verticais da prateleira ficassem por fora das bases e nem que os parafusos ficasse muito exibidos. Então pensei em uma maneira de montar que escondesse os parafusos.

Nesta instrução ilustrada da imagem destacada usei um exemplo de prateleira de dois andares, mas depois quero testar com mais andares. O fato de esconder os parafusos da montagem deve deixar o móvel mais interessante.

Há muito identifico traços de textos de manuais técnicos em minha maneira de escrever. E eu nem fui um leitor tão assíduo deste tipo de publicação. Pior que acho esta linguagem antiquada e arrogante. Tenho a sensação de que o que está sendo ensinado é óbvio, sem graça e desnecessário. Mas não tenho como fugir desta estética.

Mini prateleira em perspectiva
Clique para baixar o projeto executivo feito no FreeCAD

Cadeiras democráticas

Há algum tempo venho pensando em um projeto que pretende aproveitar melhor as madeiras dispensadas na cidade. Tenho dó de ver a quantidade de madeira que é descartada enquanto existem pessoas com necessidades de móveis. Meu plano é fazer com algumas pessoa interessadas uma lista de móveis que possam ser construídos com madeiras dispensadas.

Par isto preciso de um espaço e de material. A madeira viria de catadores e de doações. Penso neste projeto como interessante para lugares como a ocupação 9 de Julho ou a Prestes Maia. Quem tivesse interesse poderia se juntar ao grupo para conversarmos sobre a criação dos móveis, quais suas maiores necessidades, que recursos teríamos.

Este projeto pode capitalizar sua produção fazendo a venda dos móveis fabricados. A princípio os móveis iriam para as famílias da própria ocupação, mas depois poderiam ser trocados ou vendidos – principalmente para moradores de outras ocupações.

Vou tentar falar deste projeto com pessoas que já tem alguma ligação com as lideranças das ocupações. E vou pesquisar sobre isso para ver se já não existe alguma ideia mais desenvolvida neste sentido.

Pela falta de recursos iniciais, a intenção seria usar apenas martelo, pregos e serrote. A partir daí construiríamos as cadeiras e mesas que o grupo necessitasse usar. Também poderíamos usar os recursos das marcenarias coletivas como a da Vila Itororó.

Poderíamos ter uma lista de prioridades de construção – as cadeiras e mesas da reunião, armários, caixas para guardar coisas e depois os pedidos dos moradores.