Placa de circuito impresso caseira

Esta publicação é uma continuação desta. Vale a pena ler lá também!

Em 2026 pude aplicar novamente o curso “Fazendo uma placa de circuito impresso” no SESC Vila Mariana. Além de alterar a ordem dos procedimentos do curso para permitir que a etapa de montagem fosse alcançada mais rapidamente, algumas novas observações valem a pena serem adicioanadas.

  • Fiz teste em novos papéis. O papel couchê 115g apresentou um resultado bem satisfatório;
  • Balançar o recipiente em que as placas estão corroendo faz com que o líquido atue sobre o cobre muito mais rapidamente;
  • Usar uma solução de thinner com água ou álcool faz com que se evite o excesso de atuação do líquido no toner, e assim temos menos borrões;

Apesar de ser interessante usar o papel da revista do SESC como suporte para a impressão do layout, ele muitas vezes carrega sujeira ao se fazer o transfer. A maneira idel de se fazer a passagem do thinner no verso do papel ainda não foi obtida: apesar de se conseguir um resultado satisfatório, tentativas precisam ser feitas com muita ou pouca transferência do toner acontecendo de vez em quando.

Ícones abstratos

Esta publicação é uma continuação desta

Depois de ter publicado as figurinhas abstratas e de ter percebido que alguns aplicativos alteram o próprio ícone de chamada – como, por exemplo, os de calendário e relógio que colocam o dia do mês ou o desenho do relógio no ícone – fiquei com vontade de continuar o projeto das figurinhas abstratas e meter uma arte generativa dentro do celular de cada pessoa. Diariamente, a partir da meia-noite, uma nova arte abstrata baseada em desenhos vetoriais seria gerada e tomaria o lugar do ícone anterior. Há possibilidades de:

  • gerar novo ícone;
  • alterar horário de alteração;
  • salvar ícone gerado;
  • etc…

Artista da Economia

Cada vez mais me vejo como artista da economia. Este título vem após pensar no significado de ser artista da fome – aqueles artistas circenses que exibiam suas capacidades de ficar longos tempos sem se alimentar, também chamados de faquires.

Ser artista da economia é a realidade forçada da maioria dos artistas brasileiros que são obrigados a conciliar sua vida de artista com uma adversidade econômica. A criação artística costuma acontecer como expressão de resposta a um estímulo. Este estímulo pode ser a fome, a alegria, o medo. Se reconhecer como artista da economia, para mim, é importante porque a maneira como eu consigo o material para minha produção, os temas que abordo, as questões em que me apoio durante todo o período de criação são muito baseadas na economia. Um arranjo de tempo, um balanço de investimento monetário, um equilíbrio entre expressão animal e objetividade comunicativa que faz variar a estética entre o abstrato e o figurativo.

É bom ter reconhecido esta alcunha que me parece bem original e legítima para guiar minha vida nas artes. Traz um alívio poder me apoiar em um título assim.