Retomando as figuras abstratas

(Tudo começou aqui.)

Aqui vão os últimos estudos das figuras abstratas fotografados porcamente quando eu deveria escanear. É legal perceber como saltaram do papel rapidamente e já ganharam a terceira dimensão em isopor – outro material porco. Mas sendo eu Artista da Economia, não tem problema.

Os estudos continuam agora no sentido de tentar deixar menos tosca a aparência do isopor. É um material muito bom de mexer, mas não é nada ecológico e estraga fácil.

Mockup de escultura ou almofada

Esta publicação é uma continuação desta.

Com a salinha em estado de uso, volto a desenvolver meus estudos. O primeiro que retomei foi o da peça brilhante com luz. Não sei mais como chamar tal objeto , pois que enquanto o desenvolvo penso em vários usos. Também vou lembrando que este tipo de objeto e linguagem tem me visitado há tempos. No ano passado, junto com Padu Cecconelo fiz um figurino na SP Escola de Teatro que tinha muito da construção deste objeto. Também lembrei que há bastante tempo penso em uma instalação ou site specific que coloca algumas esculturas desta, mas na cor preta, em algum espaço bem branco. Com um chão reflexivo. Com uma luz intensa branca. A primeira referência que me vem são alguns ambientes da série O Ciclo Cremaster do Matthew Barney – apesar de que olhando agora não tem muita coisa disso nesta série. Acho que a sensação que o ambiente causa seria a mesma…

Enquanto fazia o mockup também pensei na associação desta ideia com a da auto construção dos SVG. Acredito que eu conseguiria construir virtualmente estas peças em um programa 3D e talvez isto me economizaria em alguma etapa do processo. Ao mesmo tempo, a resposta que se tem enquanto vai criando o objeto é imediata, o que faz a construção no ambiente virtual perder força.

Tatuagens – O início

Ontem fui no aniversário da tia Vera, evento mais tradicional da família Bertolini. Lá mostrei para meus sobrinhos as fotos de algumas tatuagens que venho fazendo. Causou repugnância pela minha mãe. E pelo meu sobrinho! O Miguel tinha uma ideia pré-concebida de tatuagens muito interessante. Chegou a falar que era coisa de viciado e que esperava que eu não fizesse mais isso. Mas ele ficou bem confuso quando minha irmã manifestou o desejo de fazer uma tatuagem. Ia ser legal tatuar minha irmã!

Na real esta publicação é mais para eu conseguir juntar todas as tatuagens do começo que estou fazendo aqui. Já fiz em 4 pessoas: Léo, Vini, Cissa, Marcel. Tenho que aumentar esta lista.

1 – Tatuar na vertical. No começo eu não tinha prática e tentava tatuar a pessoa em posições em que a pele dela não estava na horizontal. Aí ficava inclinando a máquina e a tinta não ia para o lugar certo…

2 – Treinar bastante…

3 – Deixar alta a velocidade da máquina. Antes, por dó de minhas cobaias, eu deixava a velocidade da máquina baixa e ela não fazia direito as perfurações. Hoje, tatuando meu primo Marcel, treinei com uma agulha fina e velocidade alta. Ela foi bem, mas tive a impressão de que eu poderia ter usado uma agulha mais fina. A velocidade alta faz com que o traço fique mais grosso, porém mais preciso.