O que usar

Que programas ando usando para fazer o trabalho do SESC

O SESC me deu alguns vídeos para fazer. Tutoriais de ensinar a usar aplicativos de celular. Aí pesquisei algumas alternativas para captura de tela do celular em vídeo. Resolvi usar o CamStudio para gravar telas do computador em vídeo. E aí espelhava o celular no PC. A princípio usando um aplicativo chamado Screen Mirror – que se mostrou meio lento mas que usava um recurso muito interessante e pouco explorado, a conexão via wi-fi direct – depois usando um software pequeno chamado Screen Copy que está em fase inicial de desenvolvimento mas se mostrou bem efetivo – embora peça para conectar o aparelho ao PC via cabo USB. Então, ligo algum destes, ligo o CamStudio e aponto para a tela onde está espelhada a tela do celular. Urrú!

Agora também no MixCloud

É o décimo programa de domingo do XTO e a partir de agora ele pode ser ouvido no MixCloud.

Desde que começou a quarentena por causa da COVID-19… ã… na verdade desde o dia das mães de 2020 tenho feito apresentações ao vivo no FaceBook aos domingos. Na verdade estou procurando um lugar melhor para fazer isso porque as apresentações ao vivo lá são verificadas para não terem músicas com direitos autorais requisitados. Quando o FaceBook detecta isso ele derruba a live e silencia o vídeo que grava… A parte de deixar a gravação intacta estou resolvendo gravando também em casa com meu velho gravadorzinho Sony e publicando no MixCloud. A parte de fazer uma live sem o crivo do FaceBook é mais difícil de resolver. Também porque o público que já se acostumou a acompanhar estas lives está todo lá. São os tios e tias da Patty do interior, minha família, os amigos. Tem gente de outras partes do mundo assistindo!

Na verdade este deve ser já o 10º programa dominical! O programa X!

XTO

Se fosse apenas pelo som eu poderia tentar colocar em outro lugar. Mas tem a imagem e o público. Então, provavelmente vou seguir pelo FaceBook por um bom tempo. Apesar de que já estou maquinando aqui na minha mente um mecanismo de publicação de live que dispara fotos a cada x segundos. O meu maior problema no momento é saber como funciona a consulta e download dos arquivos que ainda estão sendo montados. Esse é o segredo do live streaming.

Figurinhas abstratas

Esta aventura começou quando, durante o período de quarentena, entrei em um grupo de WhatsApp com pessoas cheias de vontade de interagir mas sem assunto específico. Típico de amigos saudosos que se encontrariam num bar e tomariam uma cerveja enquanto passam um tempinho sendo amigos. É legal. Para quando não se tem muito assunto ou resposta, lança-se um sticker. Essas figurinhas de WhatsApp são evolução dos emojis que são evolução dos emoticons. 🙂 Ufa. Mas agora elas trazem mensagens e memes, expressam sentimentos efusivos ou só lançam frases bestas. A certa altura da ‘conversa’ apenas estas figurinhas apareciam na tela. A comunicação no whatsapp possibilita o uso de texto, som e imagem. Mas as figurinhas são uma categoria a parte. Elas não necessariamente querem comunicar algo. Por vezes, apenas desejam evocar alguma sensação ou reação (no caso das figurinhas, costumam provocar o riso). Este tipo de comportamento é comum à arte. E assim tive a ideia de usar o ambiente do WhatsApp como meio para expor arte usando as figurinhas como suporte.

A arte contemporânea permite que a produção aconteça não apenas fixada aos meios, mas também sendo simples subversão e estranhamento dos meios. Assim dá certo existir rádio-arte, por exemplo. E assim a auto-referência pode existir como arte e também se justifica a tomada de um meio como arte. E a tomada do WhatsApp como meio de circulação artística, por si, já seria uma obra contemporânea interessante. Mas no caso do que fiz juntei a isso a qualidade estética das imagens que estão sendo colocadas em circulação.

A originalidade sempre foi uma qualidade apreciada na arte. No livro ‘ A grande feira: uma reação ao vale-tudo na arte contemporânea ‘ (Civilização Brasileira – 2009) Luciano Trigo olha para esta qualidade colocando que muitas obras contemporâneas são apenas boas ideias, apenas piadinhas, boas sacadas, objetos com grande carga de originalidade – mas não grandes obras de arte. Não que eu considere de grande importância levar em consideração a opinião deste crítico para pautar minha produção, mas a essa colocação poderia responder, no caso de ser feita para a minha obra, que também foram exploradas as qualidades técnicas e teóricas solicitadas para conseguir um resultado estético relevante.

As técnicas exploradas, neste caso, passam pelo uso de softwares gráficos e da programação. Mas esta subversão do meio – no caso, o aplicativo de comunicação WhatsApp – tem um impacto maior na produção contemporânea do que a qualidade gráfica em si. O WhatsApp há muito tempo é usado como veículo de circulação dos convites para os locais de fruição das obras, não como o próprio meio de fruição das obras.

Como foi feito

Então pensei em fazer uma coleção de figurinhas abstratas, desarticuladas da função de comunicação que o meio solicitava e, assim como toda imagem abstrata, sem a carga da representatividade. Como demoraria um tanto para produzir isso, solicitei a meu amigo Rukin, grande parceiro de produção, que fizesse parte da coleção – o que ele fez com grande qualidade.

O WhatsApp gosta que se produzam figurinhas para ele. Por isso disponibilizou um kit quase pronto em que se seguem as instruções (muito bem detalhadas) e já tá lá o pacote. A parte mais complicada é baixar e usar o Android Studio, que requer uma máquina com bastante memória.

A intenção inicial era ter disponível na loja do Android o pacote de figurinhas agrupadas para que elas circulassem o máximo possível. Mas nesta etapa do trabalho vi que precisaria pagar uma taxa de US$25 para ter direito a publicar lá. O dólar está muito alto, então resolvi disponibilizar o arquivo .apk aqui mesmo e quem quiser baixa e instala no celular. Esta solução não é a melhor para a divulgação e circulação, mas a realidade do artista brasileiro não é muito cheia de dólares então é isso que teremos no momento.

Fazendo uma calça – Uma abordagem escultórica

Quando eu tive a oportunidade de fazer uma calça.

Estamos em quarentena. O Vírus Corona se espalhou pelo mundo e fez o Brasil tentar recolher sua população em suas casas para ter o menor contato possível entre os seres afim de não disseminar essa porcaria. Então muitas pessoas – poucas privilegiadas, na verdade – foram dispensadas temporariamente de seus trabalhos e tem agora a oportunidade de ficar em casa fazendo qualquer coisa. Aproveitei este tempo para fazer algo que eu queria há tempos: desenhar e montar uma calça. Esta maneira de abordar a tarefa já aponta que estou olhando com os olhos que não são de um desenhista de moda ou um costureiro. Gostaria de me colocar no lugar do escultor que está experimentando com um novo material. Me disse Francisco Klinger que esculpir é experimentar com materiais e é com esse espírito que peguei um bom pedaço de tecido preto (que uma senhora me deu no SESC), a máquina de costura Elgin ZigZag que era da minha sogra, bastante tempo livre e quis realizar esta empreitada que tinha vontade há tanto tempo. Acabei levando 3 dias entre pesquisas, criação, desenho e costura.

Tive alguma instrução para confeccionar roupas na SP Escola de Teatro. Na época em que cursei Cenografia e Figurino, Telumi Helen e os professores chamados por ela nos guiaram pelo mundo do desenho e construção de figurino. O desenvolvimento no curso lá é mais o de um artista idealizador do que o de um artista construtor de figurinos. Assim, focávamos em desenho, escolha de materiais, justificativa contextual e conceitual, etc. De modos que a construção das roupas tinha menos participação no curso. Eu, como fazedor, muitas vezes me colocava mais junto ao povo do curso de Técnicas de Palco, que tem um processo mais ligado às artes práticas da construção teatral. Mas um processo que não tive acesso era o da construção normal de roupas – mais ligado ao da fabricação industrial. E isso também me interessava.

Então, munido de todos os recursos que já falei, comecei a empreitada. Primeiro gostaria de colocar aqui que por muito tempo foi muito teimoso em fazer construções práticas a partir de nenhum estudo. Eu fazia isso porque sempre tive um apreço à originalidade e exclusividade dos processos e resultados. Como se a essa altura da vida fosse possível existir algo novo… A humanidade evolui na medida em que acumula, espalha e consulta os conhecimentos já produzidos. E se existem fontes de consulta destes conhecimentos, que sejam usadas! Enfim, dei uma pesquisada em algumas fontes da internet que me apontaram caminhos a seguir.

Não tem como olhar para estas imagens de roupas sem fazer uma associação com a arte da escultura. Estas são as capas de alguns livros da série Pattern Magic aqui citada. Se a imagem (da Amazon) não estiver disponível, basta procurar por Pattern Magic na sua internet mais próxima.

A primeira coisa que aprendi neste processo foi o nome dos moldes de roupas em inglês. É pattern. E com isso a pesquisa já avançou bastante pois tem mais fontes interessantes de consulta deste assunto em inglês do que em português. Imediatamente lembrei que existe uma maravilhosa série de livros sobre este assunto chamada Pattern Magic – que me havia sido apresentada na SP Escola de Teatro. Usei a citação desta série de livros para aproximar meu assunto da escultura, que já estava começando a ficar distante. E assim também preciso colocar a referência das roupas do Balé Triádico, icônico espetáculo modernista que nos apresentou belos figurinos escultóricos.

Apesar desta aproximação com a escultura, meu objetivo mesmo era produzir uma roupa para usar sem causar assim tanta estranheza nas pessoas. Então, por mais que houvesse esta aproximação do processo de modelagem na escultura, o resultado que eu gostaria seria mais próximo do da confecção convencional. Mas, se eu pudesse brincar com esta modelagem e ver as deformações acontecendo na roupa enquanto eu ia alterando cada pedaço que a compõe seria maravilhoso. Esta possibilidade acontece em um processo de modelagem de roupas chamado moulage, em que tecidos vão sendo adaptados sobre um manequim para se fazer a roupa desejada. Para fazer a moulage eu precisaria de um manequim – e não seria um simples manequim. Teria que ser um manequim do meu tamanho e com pernas, já que o objetivo seria produzir uma calça. Até pensei em antes produzir este manequim, o que exigiria um grande dispêndio de energia e material. Por ora, não.

Outra maneira de acompanhar a deformação das roupas conforme se altere os moldes é com programas de computador. Nas buscas iniciais encontrei vários softwares que fazem isto. Mas são todos pagos… Vale colocar aqui que esta tarefa de apresentar os caimentos e deformações de tecidos é bem complicada. Mesmo para um programa de computador. E eu até encontrei soluções em software livre – como um simulador no Blender. Mas não queria parar para aprender a usar alguma solução que não fosse rápida. Então busquei modelagens convencionais prontas e as adaptaria conforme minha vontade.

“Vestir” uma moeda é diferente de “vestir” uma esfera

Vou abrir um parágrafo aqui para ilustrar um pouco a complicação da modelagem de roupas. Considerando que a roupa tende a aderir a uma superfície e que ela é feita de tecido, e que este tecido é basicamente um entrelaçamento de linhas – a malha – que forma um plano. A conformação do plano em superfícies onduladas cria rugas e deformações por causa do tensionamento e relaxamento do tecido. Estas deformações variam de acordo com a dureza e sentido das fibras do tecido. Para vestir uma bola de gude não podemos usar a mesma modelagem que usaríamos para vestir uma moeda. A moeda tem basicamente duas dimensões – altura e largura – enquanto a esfera tem também a profundidade. Isso exige que sejam feitas adaptações complexas de modo a permitir que o tecido envolva todo o corpo a ser vestido. A modelagem de uma ‘roupinha para uma bola de gude’ teria o desenho da planificação como o da divisão do globo terrestre: em fusos (sim, a terra é um globo, uma esfera). Esta parte é importante para entender principalmente o desenho do cavalo da calça que será visto mais adiante.

Imagem vinda do site Brasil Escola que mostra a planificação de sólidos geométricos.

Uma boa referência de desenhos de modelagem é o blog MModelista que disponibiliza vários moldes prontos. Urrú. A partir dele, dei uma fuçada em calça jogger e achei umas coisas. Outra boa encontrada neste sentido foi um app para Android chamado Pants Pattern – que nem bem é um aplicativo, apenas uma coleção de desenhos de modelagem. Como seria minha primeira calça, escolhi um modelo com modelagem simples.

Tamanho da coxa e do cavalo

Depois disso, comecei a tomar umas medidas para adaptar os desenhos que já existiam para algo de meu gosto. O maior desafio no desenho da modelagem de uma calça é representar na planificação da peça a localização da medida do cavalo. Esta é a medida que pega o meridiano central do corpo partindo de uns 4 dedos abaixo do umbigo, passando por entre as pernas, entre as nádegas e chegando até o meio da cintura do outro lado. E esta medida tem que coincidir com a metade do perímetro da coxa (considerando uma calça de 4 partes).

Este é um desenho bem confuso que coloquei aqui pra mostrar como anda a cabeça de uma pessoa durante uma pandemia de um vírus mortal.
Um primeiro desenho de modelagem. A partir daqui entendi que desenhar isso no computador me facilitaria bastante a vida.
Usando meu querido Inkscape desenhei estas partes a partir dos esboços com as medidas tomadas.

Desenhar usando o computador permite que se erre e acerte muito mais vezes. Fica mais fácil subir ou descer os pontos de referência, mudar as medidas, alterar curvas. Olhando a imagem ‘Calça XTO 1’ dá pra ver que a partir de 2 retângulos, levando em consideração os muitos desenhos com as referências de modelagem que encontrei por aí, fui colocando as medidas que colhi do meu corpo e desenhando as partes planificadas da calça. O comprimento, neste modelo de calça, fica fácil de transferir ao molde. Como já disse, a parte mais complicada é conseguir perceber esta parte do encontro do cavalo com a coxa. Peguei uma medida de referência de uma bermuda que considero que tem o tamanho OK.

Tendo o desenho pronto, agora era preciso passar para o tecido… Eu não queria gastar umas 40 folhas para imprimir na minha impressora A4 e montar tudo para ter o molde. Então fiz um processo de transferência do desenho usando um lápis branco (estava sem giz) no tecido estendido no chão. Tá valendo…

Com as partes desenhadas e recortadas, livrando mais ou menos 1cm de cada lado para as costuras, agora o lance era costurar. A máquina de costura da minha sogra andou bem parada e tive que abrir pra lubrificar. Dei uma limpada na parte do lançador e da carretilha, abri a carcaça e pinguei umas gotas de óleo de máquina. Ela ficou uma beleza! Vou falar aqui dos erros que cometi no processo:

  • Costurei o lado direito primeiro. Ao costurar o lado esquerdo, não obedeci a disposição das peças e ficou uma do avesso da outra… tive que desfazer uma vez…
  • Depois de costurar as duas partes de cada lado não é tão fácil entender de que lado ficará a costura da parte traseira da calça… vale a pena perder um tempo revirando a dita-cuja senão vai ter que descosturar quando perceber o erro. Eu fiz isso…
  • Depois de costuradas as laterais é fácil sair fechando a borda inteira da calça fechando o buraco da cintura e dos pés. Este erro eu não cometi, mas já vi acontecendo.

O bom de passar esta parte é que já dá para matar a curiosidade de como vai ficar a peça. Claro que já vesti e fui olhar no espelho. Era minha primeira calça e estava cheia de problemas. Eu deveria ter lido isso aqui antes de começar… Mas decidi ir até o final da façanha.

Com as partes costuradas, é bom colocar um cós com algum tipo de fecho. Olhando o desenho se vê que planejei um cós de 3cm. Costurei uma faixa desta largura, a costurei por dentro, abri e rebati a costura. Agora faltava o fechamento. O que estava mais fácil para mim era usar botões para fechar a calça. Aí veio outro erro: coloquei os botões do lado errado da calça e a parte que planejava que ficaria por cima acabou ficando por baixo. Humpf…

Os bolsos de uma roupa são um capítulo a parte. Existe uma infinidade de maneiras de fazer e a ordem certa para se costurar. Eu nunca tinha feito então passei metade de um dia dobrando, costurando errado, descosturando. E isso sem contar o tempo que levei para escolher este tecido que antes era de uma cortina aqui de casa -e depois virou o forro de uns banquinhos estofados, roupa de carnaval e capa da própria máquina de costura.

No final das contas gostei do resultado. Ficou uma calça meio skatista com cintura, bolsos e cavalo baixo. Após o uso encontrei alguns problemas de movimentação com ela que devem ser consertados no modelo número 2. O fato de eu não ter deixado uma diferença de tamanho muito grande entre o cós e a parte superior das nádegas faz com que ela fique caindo durante a caminhada. E ficou muito justa na coxa. E dá um trabalhão para tirar porque a canela está muito justa e o tecido não é elástico.

Fazer a própria roupa é uma libertação muito grande que só pode ser experimentada para um grupo que tem a possibilidade (tempo, habilidade, material) de fazer. Sai muito mais barato comprar uma roupa pronta produzida em série. Isso não toma seu tempo e você não gasta com material. Mas tem um monte de material sobrando por aí, os modelos produzidos por você tem uma identidade própria, é preciso parar de importar porcarias da China, é preciso exercitar as habilidades manuais. Só coisa de classe média mesmo. Minha primeira calça é cheia de problemas, mas a achei bem bonita e vou usar mesmo tendo que puxá-la para cima a cada 30 passos.

TecnoPapo II

Entrevistas realizadas no SESC Guarulhos sobre Tecnologias e Artes

Aconteceu no dia 28 de Fevereiro de 2020 no Estúdio 13 do SESC Guarulhos a entrevista que gostaria de falar sobre as tecnologias usadas em 2 formas de agrupamento carnavalesco: um bloco e uma escola de samba. Veio Eric Esteves, do bloco Jacaré de Tetas. E era para vir também o Magoo, carnavalesco da X9 Paulistana. Mas ele se embananou no horário e não compareceu…

TecnoPapo I

Depois do Bate-Papo Técnico que gravei no ano passado ficamos no SESC Guarulhos ajustando formatos e nomes e eis que temos nossa segunda gravação. Agora a atividade tem um novo nome: se chama TecnoPapo e promete ser mensal. Nesta edição que ora publico tivemos a presença de dois grandes artistas da música de Guarulhos. O DJ Brown Breaks, competente e experiente tocador de várias festas e eventos de peso como o Mastercrews; e BB Jupiteriano, tocador que inventa suas próprias ferramentas de som e produtor que já colocou as mãos em produções de gente como nosso querido e celebrado Edgar. Os dois falaram de suas experiências, equipamentos que usam e bagagens musicais. Ouça!

Gravado dia 17 de janeiro de 2020 no SESC Guarulhos.

Controlador de luz DMX com Arduíno

Estou começando a fazer um controlador de luzes com Arduíno. Primeiro construí um shield usando um circuito integrado MAX485 de acordo com este site. Mas estou usando outra biblioteca para acessar os canais. Usei a SimpleDMX e o seguinte código:

#include <DmxSimple.h>

bool aceso = true;

void setup() {
DmxSimple.usePin (1);
}

void loop() {
    DmxSimple.write (1, 20); // R
    DmxSimple.write (2, 0); // G
    DmxSimple.write (3, 0); // B

if(aceso){
    DmxSimple.write (4, 0); // R
    DmxSimple.write (5, 0); // G
    DmxSimple.write (6, 20); // B
        
    aceso = false;
  } else {
    DmxSimple.write (4, 0); // R
    DmxSimple.write (5, 0); // G
    DmxSimple.write (6, 0); // B
    
    aceso = true;
  }
delay(3000);

}

Isso fez o primeiro fixture ficar sempre em vermelho e o segundo piscar em azul. Descobri que estes fixtures não fazem um bom strobo – eles demoram demais para perder o brilho então a próxima piscada perde a força.