Economia sexual

Ainda estou lendo aquele livro das edições Sesc sobre a vida sexual do brasileiro. Lá para o final do livro tem um capítulo muito triste que fala sobre o capital sexual das meninas de periferia. Elas crescem sem esperança, sem educação, e algumas vezes bem fora do padrão de beleza e enxergam em seu corpo a única maneira de ter alguma ascensão social. É um contraste muito grande se comparado com a vida das meninas de classe média e rica que tem, em um país machista, muito mais capital para oferecer em troca do que apenas o seu corpo como ferramenta de prazer. O que me faz pensar sobre o dia a dia destas meninas que passam a semana sonhando com os momentos de alegria em que seu capital sexual é valorizado nos bailes funk.

Escultura (e) Mecânica

A descoberta da infinitude do mundo da criação de ferramentas mecânicas e o estímulo de um final conhecido para a obra.

Questões éticas levantadas no momento da criação artística não acontecem no mundo da engenharia.

Outro dia fui a casa de meus pais e como sempre meu pai quis mostrar em que projeto estava trabalhando no momento. Ele está desenvolvendo um apoio para limitar o corte e fresa em algum eixo. A princípio seria para ajudar a escavar nas madeiras das portas o buraco usado para encaixar as fechaduras. Mas o projeto virou um tipo de limitador que chega próximo a um CNC manual, em que uma tupia corre firmemente dentro de um eixo determinado a uma altura também determinada. Enfim, para chegar a esta ferramenta, meu pai teve que esculpir algumas peças. Eram peças que não existiam e tiveram que ser criadas para que a ferramenta que está montando funcionasse. Eram peças com formas que não existiam no mundo e que tem um propósito dentro de um sistema fechado. Foram concebidas com um sentido determinado e para suas criações técnicas de corte manuais pesados foram usadas. Isso aproxima muito o trabalho que meu pai teve da escultura artística. Por que se difere?

Se difere da arte pela intenção. A ferramenta que meu pai está criando tem uma missão. Embora meu pai não tenha uma grande habilidade de comunicação e não tenha conseguido apresentar ao mundo a real necessidade de desenvolver seu projeto, a criação desta ferramenta aconteceu exatamente para solucionar um problema. Esta falta de habilidade de comunicação de meu pai faz com que essas criações dele pareçam se aproximar mais de esculturas artísticas. Porque como seus espectadores não conseguem alcançar a exatidão da resposta a que estas criações se dão, elas parecem ser criadas pela mesma razão abstrata que estimula a criação artística.

Nesta mesma visita a meus pais tive contato com alguns de seus livros que apresentavam vários dispositivos mecânicos em desenhos técnicos e descrições. Eram versões muito melhores do livrinho que dei de natal a meu pai que trazia 207 (ou sei lá que número era) dispositivos mecânicos. Ele de consulta para fazer seus projetos de ferramentas – e eu achando que o livro que dei o surpreenderia, tsc tsc…

Também foi a partir dessa visita e apresentação do projeto de meu pai que me dei conta da infinitude do mundo da mecânica: para se fazer uma ferramenta é necessário fazer suas peças. Para fazer estas peças, às vezes é necessário fabricar outras ferramentas. E assim recursivamente se vai percebendo um ciclo infinito de necessidades de criação que tem objetivos nítidos.

Essa nitidez do objetivo da criação é muito estimulante e não acontece no mundo da arte. Não existe uma finalidade, uma concretude que justifique claramente a criação da obra artística. Para mim isso traz questões ecológicas, éticas e psicológicas que acabam por desestimular a criação, o uso de materiais, o dispêndio de energia.

Consertando a Lâmpada LED

Peguei uma canaleta aqui da Salona para consertar. Ela tinha parado de funcionar. Verifiquei que o alguns dos LEDs estavam queimados. E que sempre queimava de 3 em 3.

Isso acontecia porque a corrente distribuía por 2 LEDs quando um deles queimava. E que isso acontecia arregaçando estes 2 LEDs, queimando assim o grupo inteiro. Eu abri a fonte e vi que ela estava OK. Fiz umas ligações de fio pulando os grupos queimados. A primeira vez que fiz isso e liguei, mais LEDs queimaram. Isso deve ter acontecido porque a tensão distribuiu pelos LEDs dando mais tensão do que eles aguentavam. Aí meti uns resistores de potência antes de levar o sinal da fonte ao circuito. Agora acontece que tudo fica piscando. Mais ou menos em um ritmo de uns 2Hz… Tá ridículo.

A fonte teve que ser controlada com uns resistores porque a tensão inteira estava queimando LEDs.

Distribuídos em conjuntos de 3, os LEDs queimavam sempre em grupinhos. Que bonita demonstração de fraternidade.

Fechei tudo e fiquei de saco cheio. Mas provavelmente mais tarde vou arrancar uns LEDs de um plafon que achei jogado fora e vou tentar substituir nesta fita para ver se funciona bem.

Alterei o tema

Pronto, agora usando um tema oficial do WordPress. Descobri que o Openness só oferecia suporte a formato de publicação para a versão Pró. Até parece… Voltando a usar o Twenty-sixteen, agora com um hack para arrancar as bordas. Vamos ver…

O hack foi encontrado aqui, mas não funcionou 100%… Vou arrancar na unha mesmo – no arquivo styles.css.


Não precisei arrancar na unha. Coloquei no styles a solução apresentada aqui. Funcionou.

Vou mudar de tema…

Já tive uma decepção aqui quando vi que não poderia colocar estilos de publicação. No blog da Pipa tem uns 8 formatos (nota, imagem, som, etc.). Nem sei se lá existe alguma alteração no layout conforme se usam estes formatos, mas era uma característica que eu queria explorar. Vou ver se consigo colocar aqui neste blog estes estilos… ou vou pensar em mudar de tema.

O tema inicialmente usado era um baseado no twenty-fifteen chamado Openness. Era um pouco mais bonito – e pelo menos não tinha aquelas beiradas horríveis que o twenty-sixteen tem, mas, poxa… quero mexer com estes post formats. Mas não quero colocar a porra do twenty-seventeen.

Alô alô, gente!

Este blog é para eu desenvolver minha escrita. Será bem pessoal mas gostaria que ele tivesse público. Assim, não incorrerei no erro de antes de escrever aqui coisas que atingiriam meus próximos e a mim mesmo. Não é uma terapia, é mais um exercício de explanação. Porque estou cada vez mais entusiasmado em pensar na comunicação como arte. Nas subversões, nas modificações de emissão e recepção, nas figuras de linguagem.

Mais para a frente pretendo ver como juntar a Pipa Musical e meu site pessoal aqui fazendo suas partes serem categorias deste blog. Por enquanto, ele que é uma parte do meu site de produções artísticas.

Obrigado. É hora do show!